sexta-feira, 3 de Julho de 2009

O Tempo



Rasgavas as folhas dos espaços vazios de nada.
Nas paredes pinceladas de tédio descreviam golpes de asas.
A água na sua passagem constante esboroava os muros em nossos corpos.
E tu religiosamente contavas o tempo no bolso dos homens como cão
preso na corrente da vida.

domingo, 1 de Março de 2009

O Beijo

Passeia os dedos
e todo o corpo se agita
a voz segue as notas saídas do piano
logo o beijo se entorna no olhar
respiram a um mesmo tempo
regressando ao espaço feito improviso
nesta cumpliçidade que se não explica.
Sente-se!

quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Raiva



Era o olhar no começo
a voz atravessava o rigor da profundidade
e as memórias vinham através dos sôns destroçidos
desenhados nos percursos dos infernos modernos
fluía mais espesso que a água (o sangue) nesta máquina-de-guardar-coisas.

segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Forro da Memória

No forro da memória cosias segredos por contar
e na intimidade do tempo ido personagens transitavam nas transparências espelhadas sem complexos nem nostalgias nesta aparência luminosa de aquosas cores labirinticas atravessadas como rasgões no espaço.

quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

Rios de Pedra


Atravesso o mundo, e saiu na leveza das nuvens rompendo o caos dos silêncios de espólios abandonados, aqui serenos como sentinelas de nós mesmos, olhamos as imagens esboroadas pela acidez da vida fingida, e fechados os rostos, as lágrimas são seixos de rios de pedra com vontade de correr.

sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

Infinitos sons

A lua entorna
ocasionais e envergonhadas
silhuetas
que passam despercebidas
e
simultaneamente o sol descansa
na serenidade dos infinitos sons.

quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Magnetismo


Lentamente o coração bate
breve de asas

os sons
como trinados de pássaros

trespassam
com feixes de luz
o rosto rendilhado

em delicadeza poética.